terça-feira, 9 de agosto de 2011

Almas sem rumo

Almas sem rumo


Perde a graça do amor por dissidência do arriscar
Ofusca a beleza vital com a cultura do plástico
Consegue fazer diferença quando se esquece da trava

É prisioneiro da própria cria
É companheiro de suas constantes assombrações
Rende-se a um ritmo que o condena a uma infiel partilha

Carrega uma cruz de toda uma milenar religião
Não sabe contribuir e não quer a igualdade para um país
A moeda é sua perdição em uma realidade que necessita de doar

O sexo sem rumo explode pilastras sagradas de ouro
Os conceitos são enjaulados em um zôo de carne humana
A retina se queima com o brilho mentiroso do ser doutrinado pelo metal

Joga para o outro a responsabilidade do seu momento infeliz
Perde a fé por nunca ter conseguido compreendê-la
Procura a luz depois de descarrilar o trem de usa jornada

Embarca em arriscadas amizades com vampiros de energia
As relações verdadeiras ficam renegadas sem o mito do glamour
A saudade bate e nem sabe o que lhe atingiu


Marcelo G. dos Santos
Belo Horizonte, 09 de Agosto de 2011
Blog: paixaogolerocknroll.blogspot.com


Amor sem rima

Amor sem rima


Um amar sem fronteiras
Um perdão sem resquícios
Uma paixão que evolui com carinhos

Nosso sexo sem nenhum tabu
Sinto seu beijo ainda queimando minha garganta
Meu coração busca o seu com a brisa da madrugada

Agradeço pelo dia em que você adentrou minha vida
Quero contigo percorrer e vencer qualquer desafio
Com você estarei ultrapassando limites e desfrutando do maior deleite

Por você derrotarei os meus maiores medos
Consagrarei o sentimento que nos torna únicos
Amando-te minha alegria fundará uma nova rede de ensino

Nunca renegarei as divinas oportunidades
Dançarei ao sol e cantarei na chuva
Sairei da rotina com a ternura de uma rosa roubada

Vou fundar clãs de uma nova cultura
Pródiga que visa o bem maior de uma totalidade
Irei me render à saudade e vou eliminá-la em seus braços



Marcelo G. dos Santos
Belo Horizonte, 09 de Agosto de 2011
Blog: paixaogolerocknroll.blogspot.com

O homem dentro da caixa

O homem dentro da caixa


Preocupa-se com a benção da sociedade
Sofre calado fiel ao travesseiro
Morre em segredo quando não tem seus desejos de consumo

O medo virou o príncipe de deus instintos
Abandona seu real talento para se render a hipocrisia
Corre do amor e vive algo baseado em cínicas aceitações

Não admira a pureza de uma rosa ao vento
Fica atordoado a ouvir uma declaração verdadeira
Finge indiferença com uma bela melodia romântica

Perdi tempo dando asas a um mundo torpe
Pensa que a passagem pela terra é o deleito do egoísmo
O coração fica mudo por falta da sincera oportunidade

A mentira virou lenda em sua rotina
O pensamento não se alia a atitude em um caminho espiritual
A crença em algo diferente do mundo cão fica atrofiada

Não consegue se libertar do capital por usar uma venda dourada
Mata sua vontade prostituindo seu tempo livre
Marca existências com sua covardia



Marcelo G. dos Santos
Belo Horizonte, 09 de Agosto de 2011
Blog: paixaogolerocknroll.blogspot.com